Quarta-feira, 9 de setembro de 2026

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Eleições 2026 há 45 minutos Redação

Exoneração de aliado de Expedito Júnior amplia tensão nos bastidores do governo Marcos Rocha

Rodolfo de Lima Gonçalves Ferreira deixou cargo de R$ 18 mil no Gabinete do Governador. Decreto oficial confirma a exoneração, enquanto fontes relacionam o episódio ao desgaste entre o governo e a campanha de Adailton Fúria

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Exoneração de aliado de Expedito Júnior amplia tensão nos bastidores do governo Marcos Rocha

A exoneração de Rodolfo de Lima Gonçalves Ferreira do Gabinete do Governador movimentou os bastidores da política de Rondônia nesta quarta-feira (9). Apontado como sobrinho de Expedito Júnior, Rodolfo ocupava o cargo de Assessor XIV, classificado como CDS-14, com remuneração de R$ 18 mil.

O decreto, datado de 8 de setembro de 2026 e assinado pelo governador Marcos Rocha, determina a exoneração com efeitos a partir da mesma data. A publicação ocorreu em meio a uma sequência de dispensas registradas no Diário Oficial do Estado de Rondônia.

Formalmente, o documento não apresenta justificativa política para a decisão.

O contexto, porém, despertou atenção entre integrantes do governo, do PSD e pessoas próximas à campanha de Adailton Fúria. Segundo fontes ouvidas pelo Eu Ideal, a relação entre setores do Executivo e a campanha do candidato ao Governo de Rondônia atravessa um período de desgaste.

Críticas à gestão teriam aumentado o desconforto

Um dos pontos citados por interlocutores é a postura adotada pela campanha de Fúria em temas como saúde e segurança pública.

Segundo as fontes, peças eleitorais e declarações do candidato vêm concentrando críticas em áreas administradas pelo governo Marcos Rocha, sem fazer, na mesma proporção, referências positivas à atual gestão.

A postura teria provocado incômodo entre integrantes do governo e secretários responsáveis pelas áreas mencionadas.

Até então, parte do grupo político avaliava que as críticas poderiam ser compreendidas como uma estratégia eleitoral de Fúria para construir identidade própria na disputa.

Outro episódio, segundo relatos obtidos pelo portal, teria elevado a temperatura nos bastidores.

Adailton Fúria teria procurado um empresário de Rondônia para tratar de uma possível doação eleitoral e, durante a conversa, utilizado o nome do governador Marcos Rocha.

A eventual doação, caso realizada dentro das regras da legislação eleitoral e devidamente declarada, não configuraria, por si só, irregularidade. O ponto de atrito, segundo as fontes, teria sido a utilização do nome do governador na abordagem.

O empresário teria posteriormente procurado Marcos Rocha para confirmar se a conversa havia sido autorizada. Ainda conforme os relatos, o governador teria negado ter autorizado qualquer pessoa a falar em seu nome.

Não há, até o momento, documento público ou manifestação oficial dos envolvidos que comprove esse episódio. Trata-se, portanto, de uma informação atribuída a fontes de bastidores.

Exoneração ganha interpretação política

É nesse ambiente que a saída de Rodolfo passou a ser interpretada politicamente.

Pessoas próximas ao governo avaliam que a retirada de um nome ligado à família de Expedito Júnior do Gabinete do Governador poderia representar um recado ao grupo político do ex-senador.

Expedito Júnior tem forte influência dentro do PSD em Rondônia e participa da articulação política em torno da candidatura de Adailton Fúria.

Uma das interpretações relatadas pelas fontes é de que Expedito poderia ser chamado a atuar para conter movimentos da campanha de Fúria que estejam provocando insatisfação no governo.

Essa leitura, contudo, não aparece no decreto de exoneração e não foi confirmada oficialmente por Marcos Rocha, Expedito Júnior ou Adailton Fúria.

O documento oficial registra apenas a saída de Rodolfo do cargo, com efeitos a partir de 8 de setembro.

PSD no centro da tensão

Marcos Rocha preside o PSD em Rondônia e integra o grupo político que sustenta a candidatura de Adailton Fúria ao Governo de Rondônia.

Expedito Júnior, por sua vez, é um dos principais articuladores da legenda no Estado e mantém interlocução com a direção nacional do partido.

Por isso, qualquer sinal de distanciamento entre esses núcleos ganha relevância no cenário eleitoral.

Nas últimas semanas, já circulavam informações de bastidores sobre movimentos da campanha de Fúria para construir uma imagem de maior independência em relação ao atual governo.

A exoneração de um nome ligado à família de Expedito Júnior acrescenta agora um novo elemento à equação.

Não existe, até o momento, anúncio oficial de rompimento entre Marcos Rocha, Expedito Júnior e Adailton Fúria.

O que há são relatos de tensão entre diferentes interlocutores e uma exoneração oficialmente publicada que passou a receber interpretação política nos bastidores.

Com a aproximação das eleições, os próximos movimentos do governo, do PSD e da campanha de Fúria deverão mostrar se o episódio ficará restrito ao ambiente interno da aliança ou se poderá resultar em um distanciamento político mais evidente.

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