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    Registro de 3 mortes por febre amarela e 7 casos em SP preocupa médicos

    “Desde 2020, São Paulo não tinha um número de casos tão chamativo, mais do que cinco, como está acontecendo já agora nas primeiras semanas de janeiro.”
    RedaçãoPor Redação28/01/2025Nenhum comentário3 Minutos de Leitura
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    Foto: Divulgação/Prefeitura de Pitangueiras (SP)
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    São Paulo já registrou sete casos de febre amarela e três mortes pela doença em humanos neste ano. As informações são da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e consideram registros até a sexta-feira. Os prováveis locais de infecção são Socorro (quatro casos), Tuiuti (um caso) e Joanópolis (um caso). O local provável de infecção do outro caso ainda está em investigação.

    O infectologista Alexandre Naime Barbosa, chefe do Departamento de Infectologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e coordenador científico da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), diz que os números chamam a atenção. “Desde 2020, São Paulo não tinha um número de casos tão chamativo, mais do que cinco, como está acontecendo já agora nas primeiras semanas de janeiro.”

    Ele lembra que as últimas duas grandes epidemias enfrentadas no Estado foram em 2018, com 456 casos e uma taxa de letalidade de 32%, e em 2019, com 64 casos e uma letalidade de 15,6%.

    Segundo ele, o número expressivo decorre, principalmente, de dois fatores que atuam sinergicamente. O primeiro é o aumento da exposição. No verão, as pessoas tendem a frequentar mais áreas de recreação, como regiões rurais, florestas e cachoeiras.

    Nesses locais, há maior contato com mosquitos silvestres, como hemagogos e sabetes, que habitam a copa das árvores. Esses insetos, vetores da doença, picam primatas não humanos – os principais hospedeiros do vírus – que podem estar infectados e, posteriormente, picam seres humanos, transmitindo a febre amarela.

    MORTE DE MACACOS

    Além disso, há um aumento na epizootia, diz o médico, que são os óbitos por febre amarela em macacos nas regiões onde os casos e óbitos humanos também estão ocorrendo. “Deve estar havendo uma maior proliferação da febre amarela em primatas não humanos.”

    O infectologista reforça que a melhor forma de proteção contra a doença ainda é a vacinação e o momento pede um bom monitoramento da fauna para entender como está a dinâmica de circulação do vírus.

    TRANSMISSÃO

    Há dois diferentes ciclos de transmissão da febre amarela, o silvestre e o urbano. No ciclo silvestre, os macacos são os principais hospedeiros e os vetores são mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Nesse ciclo, o homem participa como um hospedeiro acidental ao frequentar áreas de mata.

    Já no ciclo urbano o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre a partir de mosquitos Aedes aegypti – os mesmos que são vetores da dengue – infectados

    De acordo com o Ministério da Saúde, os sintomas principais da doença são: febre de início súbito, calafrios, dores na cabeça, nas costas e no corpo em geral, além de enjoo, vômito e fraqueza Na maioria das vezes, as pessoas melhoram após esses sintomas, mas 15% ficam cerca de um dia sem sintomas e, depois, evoluem para quadros mais graves. Por isso, é importante ter um acompanhamento médico.

    Fonte: Estadão Conteúdo.

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    Redação

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