Vazio sanitário da soja termina na próxima semana e produtores de Rondônia já se preparam para nova safra
A medida faz parte da estratégia de controle da ferrugem asiática, uma das principais doenças que atingem a soja, e busca reduzir a presença do fungo Phakopsora pachyrhizi entre uma safra e outra.
O período de vazio sanitário da soja em Rondônia termina no próximo dia 10 de setembro. A partir de 11 de setembro, os produtores estarão autorizados a iniciar a semeadura da cultura, dando início à preparação efetiva da safra 2026/2027. O calendário estadual permite o plantio até 9 de janeiro de 2027. A medida faz parte da estratégia de controle da ferrugem asiática, uma das principais doenças que atingem a soja, e busca reduzir a presença do fungo Phakopsora pachyrhizi entre uma safra e outra.
Rondônia vem ampliando sua participação na produção de soja. Dados da Embrapa, com base em levantamentos da Conab, apontam que a área cultivada no estado na safra 2025/2026 foi estimada em 716,6 mil hectares, crescimento de 3,2% em relação ao ciclo anterior. A produção estimada chegou a 2,63 milhões de toneladas, com produtividade média de 3.659 quilos por hectare. Porto Velho aparece como o principal município produtor da oleaginosa no estado.
Com a proximidade da abertura da janela de plantio, o momento é de planejamento. Os produtores devem aproveitar os próximos dias para avaliar as condições do solo, organizar máquinas e insumos, utilizar sementes de qualidade e escolher cultivares adequadas às condições da propriedade. Também é importante observar a umidade do solo e as condições climáticas antes de entrar com as máquinas, evitando o plantio apenas para aproveitar o início do calendário. O manejo começa antes mesmo da emergência das plantas, com atenção à população adequada, fertilidade do solo e controle de plantas daninhas.
Outro cuidado essencial é manter a lavoura sob monitoramento constante desde os primeiros estádios de desenvolvimento. A Idaron orienta sobre a eliminação das chamadas plantas voluntárias, ou “soja tiguera”, durante o vazio sanitário e destaca a importância do monitoramento para identificação precoce da ferrugem asiática. O Ministério da Agricultura também considera o calendário de semeadura uma ferramenta importante para racionalizar aplicações de fungicidas e reduzir o risco de resistência do fungo aos produtos utilizados no controle.
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