Sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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Eleições 2026 há 25 minutos Redação

Luciana Oliveira consolida liderança no PT de RO após silêncio de Netto

Enquanto o candidato ao governo pelo partido, Expedito Netto, sumiu do debate no segundo turno, jornalista atinge quase 100 mil votos ao Senado e se firma como a voz pública da esquerda no estado

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Luciana Oliveira consolida liderança no PT de RO após silêncio de Netto

Em um dos cenários mais adversos do país para legendas progressistas, onde a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) venceu em todos os 52 municípios rondonienses no primeiro turno, o resultado da disputa eleitoral provocou uma reviravolta no tabuleiro da oposição. A jornalista e bacharel em Direito Luciana de Oliveira e Silva, conhecida politicamente como Luciana Oliveira (PT), transformou uma campanha de 45 dias e poucos recursos em 96.391 votos para o Senado, assumindo a dianteira moral e política da Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) em Rondônia.

A projeção de Luciana ganha contornos ainda mais nítidos quando contrastada com o desenrolar da chapa governamental encabeçada pelo ex-deputado federal Expedito Netto (PT). Lançado pelo diretório ao Palácio Rio Madeira, Netto obteve desempenho aquém do esperado, sofreu desgaste eleitoral e simplesmente desapareceu dos holofotes após o fechamento das urnas do primeiro turno. Até o momento, o candidato derrotado ao governo não emitiu manifestação pública, orientação de voto ou engajamento formal na campanha presidencial de segundo turno em território rondoniense.

O vácuo de Netto e o contraponto na linha de frente

O recolhimento político de Expedito Netto aprofundou a sensação de desarticulação entre as correntes tradicionais da esquerda local. Enquanto o postulante ao governo optou pelo silêncio institucional e pelo distanciamento das trincheiras eleitorais na etapa decisiva, Luciana manteve presença ininterrupta nas redes, em reuniões comunitárias e na linha de frente da campanha em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Para observadores do cenário regional, a diferença de postura cristaliza uma mudança de paradigma. A filiação de Netto — egresso de uma linhagem política conservadora e pragmática — foi articulada por setores da cúpula partidária sob o pretexto de atrair fatias do eleitorado moderado no interior.

A prática, contudo, revelou o esgotamento desse modelo: a chapa não decolou, isolou as bases e deixou a militância desorientada. Coube à campanha ao Senado de Luciana preencher esse vácuo e assumir o custo político de dar cara, voz e sustentação ideológica à oposição no estado.

Por Redação Painel Político

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