Hildon "Tiozão" volta ao jogo, ganha centenas de novos seguidores e vira fenômeno nas redes sociais
Em uma eleição marcada por discursos ensaiados, ataques e promessas, Hildon parece ter encontrado o caminho mais humano e mais próximo das pessoas.
O candidato a governador pela Federação União Progressista (UP), Hildon Chaves, admitiu problemas de concentração e memória ao falar sobre seu desempenho nos debates realizados pelo Grupo Rondovisão (Band) e Rema TV. Ele atribui à própria idade e as cerca de cinco casos de Covid as dificuldades nos confrontos com seus concorrentes. Mais leve após falar sobre o assunto em programas jornalísticos, Hildon encarou com humor e declarou-se o “Tiozão” desta campanha.
Ao falar no programa do apresentador Rando Silva, Hildon disse que está bem de saúde, mas lembrou que enfrentou episódios de doença durante a pandemia, pelo menos quatro vezes. Segundo ele próprio, essa fase pode ter deixado reflexos e contribuído para que hoje já não tenha a mesma rapidez de raciocínio de quando era mais jovem.
A declaração, mais do que política, destacou o lado humano do candidato. Aos 58 anos, Hildon não tenta vender a imagem de um político jovem ou de alguém que precisa parecer infalível. Assume que o tempo passou, que a experiência aumentou e que o corpo já não responde exatamente como antes.
É daí que surge o personagem que ele próprio incorporou à campanha: o “Tiozão”. Mas o “Tiozão” também quer disputar o Palácio Rio Madeira e sabe que experiência, sozinha, não garante voto. No fim das contas, será o eleitor rondoniense quem decidirá se Hildon Chaves terá ou não a oportunidade de governar Rondônia.
O curioso é que essa postura mais espontânea parece ter encontrado uma resposta imediata do público. As entrevistas recentes provocaram forte movimentação nas redes sociais e, segundo os números divulgados pela campanha, mais de 10 mil novos seguidores chegaram aos perfis do Instagram da campanha e do próprio Hildon em menos de 24 horas.
Em uma eleição marcada por discursos ensaiados, ataques e promessas, Hildon parece ter encontrado o caminho mais humano e mais próximo das pessoas. Ele fala como pessoa e não como um candidato robotizado por marqueteiros. Admitir que envelheceu, reconhecer que passou por dificuldades e, ao mesmo tempo, mostrar que continua disposto a enfrentar uma disputa pelo Governo do Estado é mais humano do que se imagina. No rádio, nos sites e nas redes, o “Tiozão” está conseguindo uma coisa que toda campanha procura: ser ouvido.
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