Funcionário público é preso por vender crianças para abusos sexuais no RJ
Servidor público é suspeito de liderar uma organização criminosa que oferecia crianças e adolescentes para exploração sexual em troca de dinheiro e outros benefícios. Segundo a Polícia Civil, a investigação identificou episódios envolvendo até bebês de cinco meses. Uma mulher também foi presa
Um funcionário público de 68 anos foi preso no sábado (10), na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro, suspeito de liderar uma organização criminosa que oferecia crianças e adolescentes para exploração sexual em troca de dinheiro e benefícios materiais. Segundo a Polícia Civil, entre os episódios investigados estão abusos envolvendo até bebês de cinco meses de idade.
O homem foi identificado como Luiz Alberto Martins Sobrinho. Ele trabalhava como cozinheiro em uma escola pública na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, e é apontado pelos investigadores como um dos responsáveis pelo agenciamento das vítimas e pela articulação do esquema.
Na mesma operação, policiais civis da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) prenderam Mariana de Oliveira Minas, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Uma terceira investigada, Ariane Minas, filha de Mariana, era considerada foragida.
Crianças eram oferecidas por aplicativos de mensagens
De acordo com as investigações, os suspeitos utilizavam aplicativos de mensagens para oferecer crianças e adolescentes de ambos os sexos a pessoas interessadas em cometer abusos sexuais.
Em troca, o grupo recebia dinheiro e outras vantagens materiais, como aparelhos celulares e o financiamento de eventos.
A polícia também identificou indícios de que a organização promovia festas nas quais ocorriam os abusos. Entre os episódios investigados estão casos envolvendo bebês de apenas cinco meses de idade.
Os investigadores trabalham para identificar todos os participantes do esquema, incluindo os responsáveis pelo aliciamento das vítimas e as pessoas que teriam pagado para abusar delas.
Polícia investiga mães que teriam entregado as próprias filhas
Outro ponto investigado pela Polícia Civil é a possível participação de mães na exploração sexual das próprias filhas.
Segundo a corporação, há suspeitas de que algumas mulheres tenham entregado as crianças para serem abusadas em troca de dinheiro ou outros benefícios.
A investigação busca esclarecer a participação de cada pessoa envolvida e identificar outras possíveis vítimas.
Operação começou com investigação contra advogado
As prisões fazem parte da segunda fase de uma operação conduzida pela DCAV.
Inicialmente, as investigações tinham como alvo o advogado e professor universitário Cordovil Antônio Nogueira Martins, preso preventivamente em março de 2026.
Com o avanço das apurações, os policiais identificaram indícios da existência de uma rede organizada de exploração sexual de crianças e adolescentes, o que levou à identificação de novos suspeitos.
O funcionário público e a mulher presos no sábado são investigados por crimes como estupro de vulnerável, favorecimento à exploração sexual e produção de material de abuso sexual infantil.