Terça-feira, 22 de setembro de 2026

Hora Certa

PUBLICIDADE
Mundo há 52 minutos Redação

Trump lança canal próprio após ampliar confronto com imprensa nos EUA

Batizada de “Trump TV”, transmissão foi colocada no ar pela Casa Branca na noite de segunda-feira (21), em meio à disputa com CNN, MS NOW e Politico. Grandes emissoras também suspenderam a cobertura televisiva compartilhada dos eventos do presidente

Compartilhar: WhatsApp Facebook X Telegram
Trump lança canal próprio após ampliar confronto com imprensa nos EUA

Em meio a uma escalada do confronto com parte da imprensa americana, o governo de Donald Trump lançou seu próprio canal de transmissão. Batizada de "Trump TV", a iniciativa entrou no ar na noite desta segunda-feira (21) e promete programação durante 24 horas por dia. 

O canal, disponibilizado pelas plataformas oficiais da Casa Branca, tem como proposta reunir discursos, declarações e momentos considerados relevantes da administração Trump.

A estreia ocorre poucos dias depois de o presidente dos Estados Unidos proibir jornalistas da CNN, da MS NOW e do Politico de acessar a Casa Branca. Trump justificou a decisão acusando os três veículos de publicar "FAKE NEWS" e afirmou que eles "não deveriam poder estar constantemente escrevendo ou noticiando FICÇÃO e MENTIRAS" sobre o presidente e seu governo.

O republicano também indicou que outros meios de comunicação poderiam ser incluídos na lista.

Veículos recorrem à Justiça

CNN, MS NOW e Politico reagiram à proibição e entraram com uma ação conjunta contra o governo Trump na segunda-feira.

Os veículos afirmam que a retirada do acesso à Casa Branca viola a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege a liberdade de expressão e de imprensa. Também alegam que suas credenciais foram desativadas sem aviso prévio ou possibilidade de contestação.

O caso já chegou à Justiça Federal, e uma audiência foi marcada para analisar o pedido dos veículos para que o acesso seja restabelecido.

Grandes emissoras suspendem cobertura conjunta

O confronto também provocou uma reação das maiores redes de televisão dos Estados Unidos.

ABC, CBS, CNN, Fox News e NBC decidiram suspender temporariamente o sistema compartilhado de cobertura televisiva dos compromissos presidenciais. Pelo modelo conhecido como pool, as emissoras se revezam para acompanhar o presidente e distribuir as imagens produzidas aos demais veículos.

A CNN estava escalada para assumir a função na segunda-feira, mas ficou impedida de realizá-la após a proibição determinada pela Casa Branca. As demais redes decidiram não substituir a emissora.

"A partir de hoje, a 'pool' televisiva não irá cobrir os eventos em que o presidente participe e que sejam da competência da 'pool'", afirmou Bryan Boughton, chefe do escritório da Fox News em Washington e responsável pelo grupo.

Em comunicado conjunto, as emissoras defenderam a independência da cobertura jornalística.

"É vital para o grande público receber informações corretas e independentes sobre o governo. Nenhuma administração deveria restringir o acesso de um órgão de comunicação social por este não estar de acordo com a sua cobertura", afirmaram.

A suspensão não significa que as emissoras tenham deixado de noticiar as atividades de Trump. A medida atinge especificamente o sistema de produção e compartilhamento de imagens dos eventos presidenciais.

Trump TV surge no centro da disputa

É nesse cenário que a Casa Branca colocou no ar a "Trump TV: The Essentials Station".

A página oficial da Presidência americana apresentou o projeto nesta segunda-feira com a mensagem "Trump TV is Here". A transmissão reúne conteúdos selecionados pelo próprio governo e funciona de forma contínua.

O lançamento cria um canal direto entre a administração e o público justamente quando grandes organizações jornalísticas contestam na Justiça as restrições de acesso impostas por Trump.

O impasse também afeta a cobertura de eventos importantes. A suspensão da pool televisiva, por exemplo, deixou sem a cobertura tradicional de câmeras compartilhadas parte da viagem de Trump a Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU.

 


Jornal Rondônia em Questão
Editorias & Seções