Segunda-feira, 14 de setembro de 2026

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Saúde há 3 minutos Redação

Paciente vítima de grave acidente na BR 364 será o primeiro do SUS a receber polilaminina em procedimento inédito em Rondônia

A aplicação, portanto, não representa garantia de recuperação. A evolução do paciente será acompanhada de acordo com os protocolos técnicos e científicos estabelecidos para essa etapa da pesquisa.

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Paciente vítima de grave acidente na BR 364 será o primeiro do SUS a receber polilaminina em procedimento inédito em Rondônia

Um acidente de trânsito ocorrido no último sábado (12) levou um paciente de 39 anos à emergência do Hospital de Urgência e Emergência de Cacoal (HEURO). Com trauma grave na coluna torácica, ele precisou ser transferido para o Hospital Regional de Cacoal (HRC) para uma cirurgia delicada. Após o procedimento e uma nova avaliação médica, o quadro apresentou as condições necessárias para uma etapa até então inédita na rede pública estadual: a aplicação da polilaminina.

A aplicação acontece no Hospital de Urgência e Emergência Regional de Cacoal (Heuro), nesta segunda-feira (14), com a participação da equipe de pesquisa da professora Tatiana Lobo Coelho de Sampaio, que virá do Rio de Janeiro para acompanhar o procedimento.

Paciente vítima de grave acidente na BR 364 será o primeiro do SUS a receber polilaminina em procedimento

Um acidente de trânsito ocorrido no último sábado (12) levou um paciente de 39 anos à emergência do Hospital de Urgência e Emergência de Cacoal (HEURO). Com trauma grave na coluna torácica, ele precisou ser transferido para o Hospital Regional de Cacoal (HRC) para uma cirurgia delicada. Após o procedimento e uma nova avaliação médica, o quadro apresentou as condições necessárias para uma etapa até então inédita na rede pública estadual: a aplicação da polilaminina.

A aplicação acontece no Hospital de Urgência e Emergência Regional de Cacoal (Heuro), nesta segunda-feira (14), com a participação da equipe de pesquisa da professora Tatiana Lobo Coelho de Sampaio, que virá do Rio de Janeiro para acompanhar o procedimento.

O paciente será o primeiro atendido pela rede pública de Rondônia a receber a polilaminina, substância experimental brasileira pesquisada para o tratamento de lesões da medula espinhal.

O médico neurocirurgião Edilton Oliveira, que acompanha o caso e também é o atual secretário de Estado da Saúde de Rondônia, explica que as lesões na medula espinhal podem comprometer a comunicação entre o cérebro e diferentes partes do corpo, causando alterações na sensibilidade e nos movimentos. Quando a lesão afeta os membros inferiores, uma das possíveis consequências é a paraplegia. 

“Esse paciente chegou, foi operado e, por preencher os critérios estabelecidos, poderá ter acesso a uma tecnologia que hoje está entre as pesquisas mais importantes do país para lesão medular. Existe esperança, mas precisamos agir com responsabilidade, respeitando a ciência, os protocolos e acompanhando cada etapa da evolução desse paciente”, destaca Edilton Oliveira.

Uma pesquisa construída no Brasil

A polilaminina é resultado de décadas de pesquisa brasileira e vem sendo investigada pelo potencial de favorecer processos relacionados à regeneração do tecido nervoso e à recuperação de conexões nervosas comprometidas por traumas na medula.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou estudo clínico de fase 1 para avaliar a segurança da aplicação em pacientes com lesão medular aguda. A pesquisa é liderada pela professora Tatiana Lobo Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que há mais de duas décadas desenvolve estudos relacionados à laminina e à regeneração do tecido nervoso.

Dados preliminares divulgados pela UFRJ apontam evolução neurológica em parte dos pacientes acompanhados anteriormente. Os resultados, no entanto, ainda precisam ser avaliados em estudos clínicos mais amplos para determinar a eficácia do tratamento.

A aplicação, portanto, não representa garantia de recuperação. A evolução do paciente será acompanhada de acordo com os protocolos técnicos e científicos estabelecidos para essa etapa da pesquisa.

Com a inserção do paciente no protocolo experimental, o Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), passa a integrar esse momento da pesquisa brasileira sobre lesões medulares, aproximando a assistência realizada na rede pública estadual dos estudos que buscam novas possibilidades de tratamento.

Texto e foto: Secom-RO.


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