Quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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Meio Ambiente há 23 minutos Redação

Manejo do pirarucu invasor na Resex Rio Cautário captura 361 exemplares e garante renda para comunitários

A iniciativa alia o manejo de uma espécie invasora à valorização do trabalho das comunidades extrativistas

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Manejo do pirarucu invasor na Resex Rio Cautário captura 361 exemplares e garante renda para comunitários

O governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), realizou duas etapas de pesca manejada para o controle do pirarucu invasor na Reserva Extrativista Estadual (Resex) Rio Cautário, localizada em Costa Marques. As atividades, desenvolvidas entre agosto e outubro de 2026, resultaram na captura de 361 exemplares, com aproximadamente 18,9 toneladas de peso bruto e 17,1 toneladas de pescado eviscerado. A iniciativa também gerou cerca de R$ 180 mil em renda, com a participação de aproximadamente 40 comunitários extrativistas.

A iniciativa alia o manejo de uma espécie invasora à valorização do trabalho das comunidades extrativistas, contribuindo para a geração de renda e o fortalecimento da participação social na conservação ambiental. As atividades contaram com o acompanhamento e a orientação da equipe técnica da Sedam, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Os comunitários extrativistas são representados pela Associação dos Seringueiros do Vale do Guaporé (Aguapé), que atua na organização, na participação dos moradores nas ações desenvolvidas e na comercialização do pescado. A renda para os que participaram das duas edições de pesca, é de aproximadamente R$6.000,00. 

Os comunitários extrativistas são representados pela Associação dos Seringueiros do Vale do Guaporé

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a iniciativa concilia a proteção ambiental com oportunidades de desenvolvimento para as comunidades locais. “O objetivo é fortalecer as políticas públicas que promovam a conservação dos recursos naturais e, ao mesmo tempo, criem oportunidades para quem vive e trabalha nessas regiões. O manejo sustentável, realizado com planejamento e participação das comunidades, contribui para a proteção da biodiversidade e para a geração de renda em Rondônia”, ressaltou.

Segundo o biólogo da Sedam e gestor do projeto, Rodrigo Rios, os resultados evidenciam a importância da iniciativa para a conservação da biodiversidade. “Alcançamos, nas duas etapas, 361 pirarucus capturados, totalizando mais de 18,8 toneladas de pescado em peso bruto, mas sabemos que o verdadeiro significado desse trabalho vai além dos números, representa o compromisso com a conservação ambiental, a união de esforços e, principalmente, o protagonismo dos comunitários extrativistas, que são os grandes atores dessa iniciativa. Nosso objetivo é contribuir para a recuperação do equilíbrio ecológico, reduzir os impactos associados à presença de uma espécie invasora e fortalecer a conservação da biodiversidade”, afirmou.

De acordo com o secretário da Sedam, Marco Antonio Lagos, as ações integram os esforços para o controle da espécie invasora e a conservação dos ecossistemas aquáticos da unidade de conservação. “O manejo do pirarucu invasor é uma estratégia que exige planejamento técnico, acompanhamento das atividades e participação das comunidades. Além de contribuir para o controle da espécie, o trabalho fortalece a gestão ambiental da unidade de conservação e demonstra a importância da atuação conjunta entre o poder público e os moradores da região”, pontuou.


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