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FURTOS E ROUBOS: Denúncia aponta abandono e insegurança na área da Madeira-Mamoré

Associação pede ao IPHAN reabertura de processo e ação urgente contra ocupação irregular e crimes no entorno do complexo histórico em Porto Velho

Publicado em 18/03/2026 14:42
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FURTOS E ROUBOS: Denúncia aponta abandono e insegurança na área da Madeira-Mamoré

A Associação dos Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (ABFMM) denunciou abandono, ocupação irregular e aumento da criminalidade no entorno do complexo histórico da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho. Em ofício encaminhado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a entidade solicitou o desarquivamento de um processo de fiscalização e a adoção de medidas urgentes para garantir segurança no local, considerado um dos principais pontos turísticos de Rondônia.

O documento, enviado ao superintendente do IPHAN no estado, relata que prédios localizados no entorno da ferrovia foram saqueados e destruídos, passando a ser ocupado por pessoas apontadas pela associação como usuários de drogas. Segundo o relato, o local foi transformado em um ponto de apoio improvisado, com a instalação de uma barraca dentro da área abandonada.

Um pedido anterior foi arquivado pelo fato do IPHAN não conseguir mobilizar as partes governamentais que poderiam dar soluções definitivas para o problema de segurança e controle da população de rua na região central.

Comerciantes teriam sido ameaçados

A associação afirma que comerciantes que tentaram se estabelecer nas proximidades foram ameaçados e coagidos, o que teria levado muitos a desistirem da atividade no local. De acordo com o documento, vários deles evitaram registrar boletim de ocorrência por medo de represálias.

Após a saída desses comerciantes, os prédios teriam sido invadidos e saqueados, ampliando o quadro de degradação na área.

Turistas e comerciantes relatam crimes

Além da ocupação irregular, a associação relata que assaltos contra turistas que visitam o complexo histórico têm sido frequentes, embora muitos casos não sejam oficialmente registrados. Comerciantes do entorno também estariam sendo vítimas de arrombamentos durante a madrugada, com prejuízos recorrentes.

Segundo o documento, a situação tem provocado aumento da sensação de insegurança e prejudicado a imagem de um dos espaços turísticos mais simbólicos da capital.

Críticas à falta de ação

No ofício, a entidade afirma que o problema poderia ser amenizado caso houvesse ação para fechar o prédio abandonado ou responsabilizar os proprietários pelo imóvel, evitando a permanência de ocupações irregulares.

A associação também critica a ausência de medidas efetivas por parte do poder público, afirmando que a situação de insegurança no local se agrava com o passar do tempo.

Pedido de intervenção

Diante do cenário descrito, a ABFMM pediu que o IPHAN atue junto ao Ministério Público Federal e aos órgãos de segurança pública para adoção de providências. A entidade solicita medidas que garantam segurança aos visitantes da ferrovia e aos comerciantes da região, além de reforço na fiscalização da área protegida.

O entorno da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré possui proteção patrimonial federal, o que coloca parte da responsabilidade de fiscalização sob a supervisão do IPHAN. Para a associação, a falta de intervenção pode comprometer não apenas a segurança, mas também a preservação de um dos principais marcos históricos da Amazônia.

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