Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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Eleições 2026 há 4 horas Redação

Flávio aceita abrir sigilos, mas exige que Lula revele dados de aliados e gastos do cartão corporativo

A troca de cobranças ocorre na reta final da disputa presidencial de 2026, com o segundo turno marcado para 25 de outubro.

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Flávio aceita abrir sigilos, mas exige que Lula revele dados de aliados e gastos do cartão corporativo

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (21) que aceita o desafio lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a abertura de sigilos bancário, fiscal e telefônico. No entanto, o parlamentar condicionou a divulgação dos próprios dados ao atendimento de uma série de exigências relacionadas ao presidente e a pessoas próximas a ele.

Durante um encontro com apoiadores em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, Flávio declarou que pretende levar a proposta “até as últimas consequências”. Entre as cobranças, está a abertura do sigilo telefônico de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.

O senador também exigiu informações sobre os gastos do cartão corporativo da Presidência da República, incluindo despesas relacionadas à primeira-dama, Janja da Silva, além de dados do Instituto Lula e registros de visitantes de residências oficiais do governo.

Disputa começou em debate presidencial

O embate teve início durante o debate presidencial realizado pela TV Bandeirantes no último domingo (18), quando Lula desafiou Flávio a autorizar a divulgação dos dados bancários e telefônicos dos dois candidatos e de seus familiares.

Na terça-feira (20), o presidente formalizou a autorização junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), abrangendo informações referentes aos últimos oito anos. A proposta foi condicionada à apresentação de uma autorização equivalente pelo adversário.

Em resposta, Flávio apresentou uma manifestação à Justiça Eleitoral autorizando a abertura de seus sigilos por um período de 20 anos, incluindo informações relacionadas a familiares e empresas das quais participa ou administra, conforme os termos apresentados no documento.

Entretanto, a defesa do senador ampliou as exigências, solicitando também a divulgação de informações de familiares, assessores e pessoas ligadas ao presidente, além de registros de reuniões e despesas governamentais.

Embate na reta final da campanha

A troca de cobranças ocorre na reta final da disputa presidencial de 2026, com o segundo turno marcado para 25 de outubro.

A discussão sobre a abertura dos sigilos passou a ocupar espaço na campanha, em meio a acusações mútuas e cobranças por transparência. A efetiva divulgação das informações dependerá dos procedimentos legais e do cumprimento das condições apresentadas pelos candidatos.



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