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Caso Marta Isabelle: Ministério Público denuncia pai, madrasta e avós por morte brutal de adolescente de 16 anos

O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) denunciou o pai, a madrasta e a avó paterna pela morte brutal de Marta Isabelle dos Santos Silva, uma adolescente de 16 anos encontrada sem vida em Porto Velho

Publicado em 16/03/2026 15:55
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Caso Marta Isabelle: Ministério Público denuncia pai, madrasta e avós por morte brutal de adolescente de 16 anos

Ministério Público apresentou denúncia contra familiares da adolescente Marta Isabelle, de 16 anos, encontrada morta dentro de casa após sofrer, segundo as investigações, um longo período de violência extrema. A acusação foi formalizada nesta segunda-feira, 16 de março, pela 57ª Promotoria de Justiça da Capital, após análise do inquérito conduzido pela Polícia Civil.

No decorrer da investigação, foram reunidos elementos que apontam para uma rotina de maus-tratos e tortura contra a jovem.

Após examinar todo o material reunido pela Polícia Civil e solicitar diligências complementares, o promotor de Justiça Júlio César Souza Tarrafa decidiu oferecer denúncia formal à Justiça.

O documento encaminhado ao Poder Judiciário reúne os elementos coletados durante a investigação, incluindo laudos, depoimentos e informações que indicam a possível responsabilidade dos familiares no crime.

Crimes atribuídos aos responsáveis

Segundo a denúncia do Ministério Público, o pai e a madrasta da adolescente são acusados de feminicídio, praticado no contexto de violência doméstica e familiar, além de tortura qualificada.

Ainda de acordo com o órgão, os crimes teriam sido cometidos com recurso que dificultou a defesa da vítima, por motivo torpe e também com o objetivo de assegurar a ocultação e a impunidade de outros crimes.

A acusação aponta que a adolescente estava submetida a uma situação de extrema vulnerabilidade dentro da própria residência.

Avós também foram denunciados por omissão

Além do pai e da madrasta, os avós paternos da vítima também foram denunciados pelos mesmos crimes, porém na condição de omissão.

Conforme o Ministério Público, eles possuíam dever jurídico de cuidado, proteção e vigilância, o que implicaria a obrigação de agir para impedir o resultado final.

A investigação sustenta que, mesmo diante de sinais de violência e da situação da adolescente, não houve intervenção para evitar a tragédia.

Próximos passos do processo

Com o oferecimento da denúncia, o caso passa agora para análise do Poder Judiciário, que deverá decidir se aceita ou não a acusação apresentada pelo Ministério Público.

Caso a denúncia seja recebida, os investigados se tornarão réus em processo criminal, e o caso seguirá para a fase de instrução judicial, com apresentação de provas e depoimentos.

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